Wednesday, June 20, 2007

A evolução dos tempos....

Versão Tradicional
Era uma vez uma menina chamada Cinderela que tinha uma madrasta malvada. Ela sonhava que um dia poderia vir a casar com o Príncipe Charles e a madrasta tinha-a de servente em casa.
Ela tinha duas irmãs que eram como se fossem duas rainhas. A Cinderela tinha uns amiguinhos: um era o Bingo, outro o Poli, outra a Xuxu e a outra era a Senhora Paulet.
As irmãs da Cinderela eram más para ela e queriam que fizesse tudo e também elas sonhavam casar com o Príncipe Charles.
A Cinderela tinha um amiguinho a quem chamava Charles "O Mentiroso", pois ela não sabia que ele era o príncipe verdadeiro. Quando a Cinderela descobriu que o seu amigo era o Príncipe ficou muito envergonhada por lhe chamar Charles "O Mentiroso" e pensou nunca mais o ver.
No entanto, o Príncipe organizou um baile para o qual Cinderela foi convidada. Esta ficou muito triste por não ter um vestido bonito para vestir, a não ser o que a mãe lhe tinha deixado.
No entanto, Madame Paulet, com a sua varinha mágica, arranjou-lhe o seu vestido para ficar mais bonito e também uns sapatos de cristal.
O Príncipe, nesse baile, ia escolher uma noiva, mas, por mais que olhasse, não encontrava nenhuma que lhe agradasse. E, quase no final da festa, é que apareceu uma linda dama que era a Cinderela. O Príncipe, ao ver aquela linda dama, ficou deslumbrado mas não a conheceu, embora tivesse falado e dançado com ela.
A Cinderela estava sempre a olhar para o seu relógio pois à meia-noite o feitiço desaparecia.
Qando bateram as doze badaladas, a Cinderela fugiu e deixou cair um sapatinho.
O Príncipe mandou um criado procurar a rapariga a quem servisse o sapato.
Quando o criado foi a casa da Cinderela, as suas irmãs, Jane e Catarina, experimentaram o sapato, mas ele não lhes serviu e depois, quando o criado viu a servente da casa (a Cinderela) pediu-lhe para que calçasse o sapato e as irmãs pensaram que este não lhe servia, mas enganaram-se.
Assim, a Cinderela casou-se com o Príncipe e foram felizes para sempre.

Versão Moderna
Há bué da time, havia uma garina cujo cota já tinha esticado o pernil e que vivia com a chunga da madrasta e as melgas das filhas dela.
A Cinderela (Cindy p'ós amigos), parecia que vivia na prisa, sem tempo p'ra sequer enviar uns mails.
Com este desatino todo, só lhe apetecia dar de frosques, porque a madrasta fazia-lhe bué da cenas.
É então que a Cindy fica a saber da alta desbunda que ia acontecer:
Uma rave!!! A gaja curtiu tótil a ideia, mas as outras chavalas cortaram-lhe as bases.
Ela ficou completamente passadunte, mas depois de andar à toa durante um coche, apareceu-lhe uma fada baril que lhe abichou uma farda baita bacana, ela ficou a parecer uma ganda febra. Só que ela só se podia afiambrar da cena até ao bater das 12. Tás a ver, meu?
A tipa mordeu o esquema e foi para a borga sempre a bombar.
Ao entrar na party topou um mano cheio da papel, que era bom comó milho, memo bué grosso, e que também a galou logo ali. Aí a Cindy, passou-se dos carretos, desbundaram "ól naite long", até que ao ouvir as 12, ela teve de se axandrar e bazou.
O mitra ficou completamente abardinado quando ela deu de frosques e foi atrás dela, mas só encontrou pelo caminho o chanato da dama.
No dia seguinte, com uma alta fezada, meteu-se nos calcantes e foi à procura de um chispe que entrasse no chanato.
Como era um ganda cromo, teve uma vaca descomunal e encontrou a maluca, para grande desatino das outras fatelas que ficaram a anhar.
Fim: Tá-se bem.

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