Friday, February 23, 2007

You and Me




...Grita, sente, o meu corpo junto ao teu até amanhecer...
...Prende, quente, o meu corpo junto ao teu até morrer...


Tuesday, February 20, 2007

Como Ficar Estupidamente Culto em apenas (10) minutos - Ecrãn Eterno

Título: Commando

Realização: Mark L. Lester, 1985

Resumo: O verdadeiro Matrix é Arnold Schwarzenegger. 1985.Coronel John Matrix. Filha raptada. Alyssa Milano, símbolo sexual anos mais tarde, é Jenny. Um ditador e poucas horas para salvar a filha. Filmes assim não se voltaram a fazer. Estes Matrixes novos, muito arrumadinhos e aperaltados com os seus efeitos especiais, deviam ter vergonha. Commando é, sem sombra de dúvida, o melhor filme que Hollywood já fez. Jamais se retratou a existência humana de forma tão sublime e tão profunda. Um homem e umas metralhadoras sozinhos na selva sul-americana. O indivíduo e a sua finitude. A angústia kierkegaardiana no carregador automático.

O pânico de perder a filha, clara alusão aos valores decentes da família nuclear. A solidão contrastada com o amor paternal, questionando o papel masculino na educação das crianças. A raiva contra um ditador que oprime o seu povo, numa nítida referência aos sólidos pilares da democracia nos EUA, no que hoje podemos entender como semiótica profética do percurso de vida de Schwarzenegger. A robusta interpretação de Arnold, que houvera sido Mr. Universo e viria a ser Governador da Califórnia, com o seu inglês límpido e cristalino, oferece uma oportunidade ao espectador de se sentir absorvido pela complexidade múltipla dos sentimentos que suscita. Humor, drama, tensão, romance, parábolas e bíceps Os diálogos são exemplares na subtileza do humor. Veja-se: "Lembras-te, Sully, que eu prometi matar-te em último lugar? Eu menti." O génio. A rudeza e a ternura da ironia numa frase apenas. Numa das cenas mais famosas, Matrix pergunta a Cindy/Rae Dawn Chong (actriz de filmes memoráveis como The Squeeze, Chaindance ou Starlight) como aprendeu a disparar um lança-rockets. A resposta dela - "Li as instruções" - é um apelo à juventude americana para continuar a frequentar a escola e contribui para criar hábitos de bom consumidor. É importante pedir sempre o livro de instruções na compra de qualquer produto e saber ler pode dar muito jeito quando for preciso usar a arma.

Nenhum filme tem apenas hora e meia e precisa de tanta emoção e tanto ensinamento.

Wednesday, February 14, 2007

Feliz dia de S. Valentim!!!!!



Para todos os que já encontraram as vossas caras-metade (!!!!), para os que as estão a descobrir e para os que ainda as procuram, que tenham todos um Feliz dia dos Namorados!!!!


Se bem que seja apologista de que o dia dos namorados deva ser TODOS OS DIAS, pelo menos que haja um dia especial para quem não tem tempo para namorar bastante aproveitando ao máximo a presença da pessoa que amamos! E quem é que não gosta de receber prendinhas???? :)))

Wednesday, February 07, 2007

Como Ficar Estupidamente Culto em apenas (10) minutos - Cinema de Hollywood Explicado a Intelectuais

Título: Tempos Modernos
Realização: Charles Chaplin, 1936
Resumo: Charlot é o típico operário português. Bigode ridículo, fraca produtividade, mau desempenho e inadequação da formação à maquinaria. É despedido. Num filme português, teria sido promovido a chefe de linha. Ou numa visão mais neo-realista, seria pescador por óbvia ausência de indústria moderna no país. Se fosse passado nos dias de hoje, chegaria a líder partidário. Para quem não conhece, Charlot é aquele senhor que anda com os pés para fora, num equilíbrio periclitante que simboliza a necessidade intersubjectiva de caminhar com os olhos bem abertos, não se vá escorregar em dejectos caninos depositados no passeio - como saberia qualquer desconstrutivista que tivesse visto o filme apenas com o olho esquerdo aberto e um Magnum Amêndoas na mão direita.

Título: E Tudo o Vento Levou
Realização: Victor Fleming, 1939
Resumo: História de uma família decente e tradicional como já não há, com escravos e plantações, onde as mulheres chegavam virgens ao casamento e os homens jogavam Tomb Rider em pequenas consolas a vapor. Scarllet O'Hara é uma betinha que queria o marido da prima mas sai-lhe na rifa Rhett Butler, o Santana Lopes lá do sítio. Scarllet torna-se uma Butlerette. Nessaaltura, os americanos desataram à pancada uns aos outros, mania que havia de não lhes passar só que com malta do estrangeiro. Os sulistas não queriam deixar os escravos ir embora. Tinham amor àquela gente. Os do norte queriam mandar os negros ao deus-dará, privando-os de cama e roupa lavada de mês a mês. A ingratidão compensou e o norte ganhou a guerra. Os amantes separam-se e os negros tornam-se advogados (ex: filme Filadélfia ou série de tv Causa Justa).

Título: Citizen Kane - O Mundo a Seus Pés
Realização: Orson Welles, 1941
Resumo: É a história do Balsemão americano dos ano 30. O realizador acumulou com as funções de actor principal, responsável por afiar os lápis e condutor de trenós. Na altura esta flexibilidade laboral foi possível pela fraca implementação da CGTP no terreno. O resto do filme é a paranóia de um jornalista obcecado com a palavra Rosebud, convencido que estava de se tratar de uma marca de vinhos. O significado da palavra é um mistério importante para seguir a narrativa e por isso não desvendamos a todos os que ainda não viram o filme que Rosebud era a marca do trenó da infância do magnata.

Título: Casablanca
Realização: Michael Curtiz, 1942
Resumo: Filmado a preto e branco, felizmente colorido a posteriori num technicolor garrido e espampanante, conta a história credível de um homem que reencontra a amante e o marido desta em Marrocos e não leva nem uma sova do corno nem se afiambra com a infiel uma outra vez. Foi com este filme que se percebeu que os nazis perderam a guerra por serem uns bebedolas. Um pianista preto - ou azul-marinho na versão colorida - toca a conhecida As Time Goes By, coisa que o espectador deseja ardentemente. Que o tempo voe para o filme acabar. No fim, ela vai embora e o rapaz faz amizade com um polícia francês que dava para os dois lados, coisa nada surpreendente para quem já visitou Paris.

Título: Rio Bravo
Realização: Howard Hawks, 1944
Resumo: Um xerife de uma pequena cidade do interior pede ajuda a um alcoólico viciado em Chiclets Ice, um ex-guarda-redes coxo e a um rapazola craque no iô-iô para guardarem um suspeito em prisão preventiva. Para compreender o filme, deve-se ter em conta que a justiça americana da altura da narrativa se encontrava no mesmo patamar evolutivo em que a justiça portuguesa se encontra hoje em dia.

Título: Um Eléctrico Chamado Desejo
Realização: Elia Kazan, 1951
Resumo: O protagonista viola a cunhada, Blanche DuBois, que por se achar sensível (leia-se neurótica)e ter um nome 100% francês andava mesmo a pedi-las. educado nos valores tradicionais da família cristã vai também chegando a roupa ao pêlo à mulher, roupa que a mulher também lavava e passava. Inesperadamente, a mulher abandona-o. O herói estraga o filme quando se põe de joelhos a implorar o regresso de sua mulher. Mariquinhas.

Título: Janela Indiscreta
Realização: Alfredo Hitchcock, 1954
Resumo: Um homem infeliz a quem cortam o serviço de televisão por cabo resigna-se a observar pela janela tudo o que se passa nos apartamentos em frente. No primeiro dia viu um crime, uma galinha sem cabeça, um deputado honesto, um supositório suspeito e a sua mulher na cama com os vizinhos todos. Desconfiado, passou o resto da semana de atalaia seguindo atentamente todos os movimentos do supositório.

Título: Fúria de Viver
Realização: Nicholas Ray, 1955
Resumo: James Dean é um adolescente imberbe em grande angústia existencial ao descobrir os primeiros pêlos do peito. Revoltou-se contra os pais no dia em que cumprimentou a rapariga mais gira do liceu e lhe saiu um "olá!" com voz tipo Ney Matogrosso. Disputa uma corrida em carrinhos de choque e mesmo antes de bater com os cornos no penhasco, balda-se para fora da pista. A miúda fica com ele. É revoltante que o argumentista tenha ido na cantiga do protagonista cobardola. É assim que se corrompem gerações.

Título: Quanto Mais Quente Melhor
Realização: Billy Wilder, 1959
Resumo: A loira oxigenada mais famosa do mundo faz amizade com dois travestis.
Nota: Não é um documentário biográfico de Lili Caneças.

Título: 2001, Odisseia no Espaço
Realização: Stanley Kubrick, 1968
Resumo: Um filme completo sobre o passado e o futuro. A valsa e as naves espaciais. Muita cor e um feto em gestação avançada. Um paralelepípedo e um computador que fala. Não se percebe relação nenhuma destas coisas e a narrativa dá mais dores de cabeça que um concerto dos UHF. Se lhe falarem neste filme faça como os franceses. "Hmm... Baaaa... É um filme... Pfff... Uhhh... Intelectual... Ah bom!" Ninguém terá coragem de o contestar e pode passar ao filme seguinte.

Título: Aconteceu no Oeste
Realização: Sérgio Leone, 1968
Resumo: Claudia Cardinalli muda-se para o selvagem Oeste dos estados Unidos, onde viria a fundar o conhecido circo com o seu nome. A rapariga flirta com dois homens alternadamente e dorme com um terceiro. No Oeste americano é uma sobrevivente. No Nordeste transmontano seria uma puta. Há também uma história da construção de uma linha de transportes ferroviários que atravessa toda a América. O filme demora por isso mais de três horas mas se fosse sobre a CP uma série de 13 episódios de 50 minutos não seria suficiente. Um homem sempre com a harmónica na boca procura vingança. É o Bob Dylan do faroeste. Aqui acaba um tempo honrado em que a força das armas se sobrepunha à força do dinheiro. E como todos sabemos, uma nota de 500 euros aleija mais que uma bala de revólver.

Título: O Padrinho (I, II e III)
Realização: Francis Ford Coppola, 1972,1974 e 1990
Resumo: Saga familiar no sentido nobre do termo. O grande chefe de uma família mafiosa - e não estamos a falar do governo - mata e manda matar a um ritmo de três primos por frame. Um dos filmes mais caros da história do cinema em salários de figurantes e de actores que só aparecem em cena durante cinco segundos, o tempo que leva a bala a percorrer a tela e o sangue a escorrer pelo chão. E isto antes dos efeitos especiais do Matrix e do sangue em jorros do Kill Bill. A semiótica da violência não estava ainda despersonalizada no grafismo half gore dos efeitos especiais. Matar tinha um sabor humano. Foucault assediava os empregados de restaurante impunemente. O mundo era ainda um lugar estável e seguro.

Título: Taxi Driver
Realização: Martin Scorcese, 1976
Resumo: Mais um filme sobre taxistas. Este conta a história diferente de um taxista que se torna neonazi e não de um neonazi que se torna taxista. Tem a intenção de matar um político por atropelamento mas o melhor que consegue é dizimar centenas de mosquitos no pára-brisas. O protagonista fica profundamente afectado quando se sente usado por uma senhora que leva ao cinema, para ver um filme pornográfico, e esta lhe pede para ir comprar pipocas enquanto tem relações sexuais com todos os homens sentados em cadeiras ímpares das filas C, F e H. O senhor do táxi tenta depois encaminhar uma prostituta adolescente para uma vida mais decente. No entanto, a rapariga frequentava uma escola pública, cujos pátios são tão recomendáveis como o Intendente. Assim sendo, o senhor do táxi passou a usar os serviços prestados. Numa expressão que ficou famosa, diz à jovem: "Podes não saber bem aritmética, mas sabes usar os grandes lábios". No fim, emigra para a Amadora, onde abriu uma central de táxis exclusivamente para brancos. Faliu.

Título: Annie Hall
Realização: Woody Allen, 1977
Resumo: Um tipo neurótico cobiça a amante neurótica do seu amigo neurótico. O filme é a pequena história da relação neurótica entre esta gente toda. Filme com preocupações narcisistas ("Não digam mal da masturbação, é sexo com alguém que eu amo") e mulheres indecisas entre o intelecto e o falo. Misturar cultura com sexo é o mesmo que misturar nitrogénio com estanho. Não dá resultado.

Título: Guerra das Estrelas IV
Realização: George Lucas, 1977
Resumo: Quarta parte de uma série de seis, mas a primeira a ser lançada para as salas de cinema. confuso, mas não tanto como o argumento. Há um Império, uma resistência, um Lord mau, um filho bom, um condutor de naves com a mania que é engraçado e nunca se cala - descendente directo dos taxistas da actualidade - e a princesa Leia, realeza com nome de verbo no imperativo. A religião deles era a Força, o que tornou num êxito intergaláctico a canção "como uma Força!". As espadas são feixes de luz e o som propaga-se no vazio. Mas é um filme de ficção científica e já se sabe - ficção é invenção. Uns filmes mais à frente vão-se descobrir umas verdades sobre a consanguinidade género novela da Globo. Na realidade, este foi o segredo usado por Lucas para vender o filme.

Título: E.T. - O Extraterrestre
Realização: Steven Spielberg, 1982
Resumo: Um grupo de extraterrestres de borracha aterra nos Estados Unidos para comer uma bifana antes de seguir viagem. Um deles afasta-se para dar uma mija e perde-se dos amigos. É normal que um estranho se perca na América, quando metade dos americanos não sabe indicar no mapa onde fica a sua própria casa. O ET encontra Elliot, um miúdo da escola primária e passa a viver no quarto dele. Lá mais para o fim, é perseguido por Felícia Cabrita que o acusa de pedofilia. Antes de ir embora para casa, curou o miúdo com um dedo, inventou as bicicletas voadoras e desenhou o logótipo da produtora de Spielberg. Os sindicatos protestaram pela polivalência funcional e os grupos de extrema-direita contra o facto de um só alienígena ter vindo roubar uma data de postos de trabalho aos cidadãos nacionais.

Título: Blade Runner - Perigo Iminente
Realização: Ridley Scott, 1982
Resumo: É um filme sobre andróides chamados Replicantes ou Respondões, porque têm a mania irritante de responder às pessoas com piadinhas do tipo José Carlos Malato. Tendo sido criados para executar os trabalhos mais duros - como entrevistar famosos do jet-set ou limpar as orelhas do Príncipe Carlos - alguns Replicantes abichanam-se e começam a gostar de peluches e livros da Isabel Allende. Um tipo com a mesma cara do Indiana Jones e do condutor de naves da Guerra das Estrelas, prova de que é ele próprio um andróide, está para os Replicantes como o doutor Van Helsing para os vampiros. a história acaba com o caçador a levar uma das suas fugitivas para um motel de segunda categoria. Também Van Helsing e Drácula deram uma escapadinha de três dias para Tróia, assunto que todas as revistas da época deram pouca importância.
Tuesday, February 06, 2007

Como Ficar Estupidamente Culto em apenas (10) minutos - Volta ao mundo em 80 segundos

África do Sul - A população negra viveu durante décadas um regime indigno segundo o qual estava condenada a aturar os portugueses que para lá imigravam.

Albânia - já foi comunista, agora ninguém sabe.

Alemanha - Já houve duas e hoje só há uma. É o 2 em 1 da UE. As alemãs recolhem grande parte das preferências masculinas: a Volkswagen, a BMW, a Porsche e a Mercedes.

Angola - Um dos subsolos mais ricos do mundo em diamantes, petróleo e minas anti-pessoais.

Arábia Saudita - País onde as mulheres não podem mostrar nem a cara nem o corpo na rua, o que retira a principal motivação profissional aos trabalhadores da construção civil.

Argentina - Terra onde a mão de Deus marca golos e desenha a Mafalda.

Austrália - Ilha gigante habitada por cangurus, ovelhas e outros descendentes de emigrantes britânicos.

Áustria - Não é uma província da Alemanha. É a terra de origem do homem mais sinistro do século XX, o avô da Heidi.

Bélgica - País das batatas fritas, da pedofilia e da couve-de-bruxelas. Mickael Jackson já pediu asilo.

Brasil - Terra descoberta por marinheiros portugueses fascinados por topless e cueca tigresa.

Camarões - País Africano. Ao contrário do que se julga, não faz fronteira com a santola.

Canadá - País próspero, vive um conflito cultural. A população anglófona já não aguenta os berros e o mau inglês da minoria francófona chamada Céline Dion.

Checa, República - Único país do mundo cujo nome não tem jeito nenhum sem ser o substantivo República como amparo.

China - Tem uma muralha alta para ninguém sair - os Chineses são gente pequena. São também todos parecidos porque são mais de um bilião e não há combinações genéticas suficientes para todos.

Congo, R. D. - Um grande deZaire.

Coreia(s) - Há duas. Os habitantes da Coreia do Sul não fazem ideia do que se passa no Norte; os da Coreia do Norte nem sequer sabem o significado de "Sul".

Cuba - Ilha sucessivamente colonizada por espanhóis, americanos, Fidel Castro e cadeias hoteleiras.

Dinamarca - Tem mais ilhas do que habitantes que votam favoravelmente em referendos sobre a União Europeia.

Egipto - Nação dos faraós, como o Faraol de Alexandria.

Estados Unidos da América - Terra que a todos sempre ofereceu tolerância e oportunidades, mesmo quando se tratava de famílias mafiosas na Sicília, cientistas do III Reich, terroristas que preparavam o 11 de Setembro ou até Yoko Ono.

Escócia - Encerra o segredo do monstro do Lago Ness, que na realidade é Sean Connery.

Espanha - Bocado de terra que se sacrifica há séculos para que PORTUGAL não tenha fronteiras com FRANÇA.

Finlândia - O verdadeiro berço da civilização é a cidade de Nokia, onde foram encontrados os vestígios mais antigos da raça evoluída homos telemobilis.

França - Existe para chatear os americanos, acolher os escritores em crise e permitir um número infinito de graçolas.

Gales, País de - Pequena parcela da Grã-Bretanha onde a cidade com o nome mais simples de pronunciar se chama Bwuahffinkightontswonnill.

Grécia - Apesar da grandiosa contribuição da Grécia Clássica à Humanidade, vive agora tempos de decadência: é a terra natal de Vangelis e Demis Roussos.

Índia - Segundo país mais populoso do mundo. Daí o trocadilho fácil "este é um país Ghandi".

Inglaterra - Rodeada de água por todos os lados. O Oceano Atlântico a este e a sul, a Escócia a norte e o PAÍS DE GALES a oeste.

Irlanda - País europeu com o maior rácio de prémios Nobel da Literatura por quilómetros de auto-estrada.

Itália - As ruas estão repletas de monumentos. Além disso Também tem praças, palácios, estátuas, torres, museus, ruínas romanas e outras obras admiráveis.

Jamaica - Terra do rum, da marijuana e do reggae. É uma ilha, mas podia ser o pátio da escola secundária.

Japão - Tem tradições como comer peixe cu ou vestir roupões de seda em ocasiões sociais. Não admira que seja a pátria do harakiri.

Kiribati - Lembrete: Prguntar à editora quem é que pôs este nome aqui.

Liechtenstein - As letras todas do seu nome não cabem no minúsculo território do principado.

Moçambique - Antiga colónia portuguesa que se juntou à Commonwealth, comunidades de países onde também se conduz do lado errado da estrada.

Nauru - tem 21 Km2 e exporta fosfatos de guano (excrementos de gaivota solidificados). É a mais pequena república independente do mundo e vive da merda.

Nova Zelândia - Fica nos antípodas de PORTUGAL. Não há lugar na Terra mais distante do nosso país. Em linguagem comum, o Paraíso.

Qatar - As suas mulheres são as qatarinas.

Portugal - Se não sabe onde fica, nem que país é este, talvez este livro não seja o mais indicado para começar a aprender seja o que for.

Reino Unido - Nome utilizado pela Inglaterra quando não está a jogar râguebi nem futebol.

Roménia - Terra de seres sobrenaturais que sucumbem ao contacto com o sol: Conde Drácula e Marius Nicolae.

Rússia - Já foi a URSS, depois a CEI, agora é a FR (Federação Russa). Vai perdendo territórios à medida que caem letras.

Venezuela - Exílio de muitos padeiros portugueses e criação em cativeiro de Misses Playboy.
Monday, February 05, 2007

Happy Birthday dear mmmmmmmm!!!! :))))


Saturday, February 03, 2007

Como Ficar Estupidamente Culto em apenas (10) minutos - Literatura Modernaça

Título: Madame Bovary
Autor: Gustave Flaubert
Resumo: A Bovary é o D. Quixote fenótipo feminino. Leu tantos livros que pirou. Tanto romance na carola deu-lhe para pensar que os homens eram mesmo românticos, gentis e amorosos. Coitadinha. e tudo isso porque nunca leu Como Ficar Estupidamente Culto em apenas 10 Minutos.
A senhora casou-se com um médico chato como o potássio, que passava a vida a fazer urgências enquanto ela em casa imaginava cenas que nem Adrian Lyne imaginou.
Como é normal até nos jogadores de futebol, quando o homem trabalha muito fora, a mulher arranja fora quem a trabalhe. Talvez porque os cunnilingus do Rodolfo ficassem a anos-luz daqueles dos livros do Henry Miller, a senhora suicidou-se. O corno também.
Moral: As mulheres românticas são um perigo para a saúde pública.

Título: Os Maias
Autor: Eça de Queiroz
Resumo: O livro começa com a descrição de uma casa tão grande que leva mais de quarenta páginas. Nunca as lemos, mas já ouvimos dizer. Nessa casa costumavam encontrar-se uma data de gajos armados em intelectuais. Carlos tem a mania da poesia, mas nem por isso deixa de mandar umas pinocadas com a mulher do Gouvarinho. Ela nunca mais o larga, assim tipo Atracção Fatal, com guião de Manoel de Oliveira. Muitas páginas depois, conhece Eduarda, uma boazona tipo Marisa Cruz, e o Grande Artista salta-lhe para cima. Somos todos iguais. Cada vez que vemos um belo par mandamos a cultura às urtigas. Um bufo tipo PIDE revela ao jornal 24 Horas que o Carlos anda a comer a própria irmã. Depois da peixeirada do costume, o Carlos e a Eduarda têm sexo, fogem para França e ele, para tentar esquecer vai para Paris. Ou o senhor Eça não sabia geografia ou pensava que nós somos parvos.
Moral: Nunca te deites com quem não conheças a mãe (por esta razão e todas as outras, obviamente).

Título: Crime e Castigo
Autor: Fiodor Dostoievski
Resumo: Raskolnikoff é um jovem estudante de direito. Pobrezinho, à procura do primeiro emprego, oprimido pela classe burguesa e pelo smogue de S. Petersburgo, sem perspectivas de carreira pelo difícil exame de acesso à Ordem, o jovem herói mata justificadamente duas velhotas ricas à machadada. dizemos justificadamente com quem justifica atentados em escolas da Ossétia: o mais pobrezinho tem sempre razão. O homicídio é a justiça do oprimido.
O Raskolnikoff ficou à rasca e apaixonou-se pelos seios da sónia, uma santa prostituta. A marte curte o Svidrigailov, bêbedo e pedófilo. Um nihilista sem valores. enfim, um exemplo de liberdade individual total. (Suspiro...)
quando o nosso Raskinhas volta da Sibéria, a Sónia, já gasta, mas com o PPR (Plano de Puta Reformada) a render, casa-se com ele. Já não nos lembramos como é que o livro acaba porque ficámos espantados com a coragem do gajo.
Moral: Matar velhinhas compensa se nos casarmos com prostitutas.

Título: As Aventuras de Sherlock Holmes
Autor: Arthur Conan Doyle
Resumo: As Aventuras, como o título indica, são mais que muitas. Este resumo é como as ideias da esquerda intelectual: aplica-se a todas as histórias.
O Sherlock está no escritório (em Baker Street) com o Watson. Vem uma cliente e o Sherlock, armado em chico-esperto, tipo aqueles gajos que estão nas discotecas encostados ao balcão virados para a pista a micar, tira-lhe a pinta em dez segundos. Depois de verificar que género de roupa interior a senhora usa, vai à procura do criminoso. Grande seca As Aventuras, não acha? Pois, é sempre assim até ao fim. Tem menos gajas que o Platoon. Ufa! E já agora, que fazem o Sherlock e o Watson quando acaba cada aventura? Elementar meu caro...
Moral: Se o Sherlock fosse vivo, o caso Casa Pia já estava resolvido...

Título: O Processo
Autor: Franz Kafka
Resumo: Joseph K. foi apanhado a fazer a barba e preso. na cadeia levou umas sovas para confessar se usava máquina de barbear eléctrica Phillishave ou Gillete Blue II, duas lâminas que barbeiam para entrares no azul. Sem saber que tinha sido preso por um crime tão grave, K. anda sempre às aranhas e decide-se transformar numa mosca. (Não, esperem, isto é outro livro do Kafka...somos tão cultos que baralhamos as coisas...)
O K. nem sabe o que lhe aconteceu, e nós, para sermos francos, estamo-nos nas tintas. O gajo foi morto pelo SIS e o livro acaba. Já dá para impressionar, acredite. Pode falar ainda na infinitude do sistema e dizer que nós somos meros grãos de areia na engrenagem e umas tretas do género. Ninguém percebe e as gajas gostam. Quando der conta parecem a Emma Bovary...
Moral: Qualquer semelhança entre esta história e uma esquadra da GNR é pura coincidência.

Título: A Montanha Mágica
Autor: Thomas Mann
Resumo: A personagem principal é Hans Castorp, homossexual e marrão. (Bleargh!) Vai para os Alpes à procura da Heidi, mas encontra o Pedro e apaixona-se pela Cabrinha Branca. Comeu-a uma vez num fantástico refogado, mas gostava mais de livros. Gostos... Fica sete anos na Montanha Mágica, uma cena parecida com a Montanha Russa, mas com mais voltinhas.
Lá encontra dois esgroviados, um humanista liberal, outro reaccionário radical. O Hans aprende tudo o que eles dizem, mas não lhe serve de nada porque no fim do livro os tipos morrem e ele tem de ir para a Guerra. E nós sabemos como a cultura e a tropa não jogam lá muito bem.
a grande falha do livro é Peeperkorn. Um tipo que vive para o sexo e que se mata quando a coisa não dá mais. E os dedos, Mann? E a língua? Há escritores que falam do que não sabem e depois dá nisto...
Moral: A cultura acaba na guerra, o sexo acaba com um gajo.

Título: A Mensagem
Autor: Fernando Pessoa
Resumo: O D. Afonso Henriques bateu na mãe, o D. Sebastião batia com a mão. O nevoeiro não deixa ver quem são aqueles tipos lá ao fundo, mas se vêm do mar com umas mulatas são portugueses. O mar é salgado porque as mulheres lá depositavam os fluidos corporais. Se deus quiser, O Homem sonha e a cobra cresce. O Quinto Império não passa de uma quinta e uma imperial. Um dia havemos de ser os maiores, quando um português for presidente dos EUA e não da Comissão Europeia.
Pessoa acreditava nas profecias de um sapateiro de Trancoso. E bebia. Muito, obviamente.
Moral: Vale sempre a pena quando a pila não é pequena.

Título: A Jangada de Pedra
Autor: José Saramago, o único prémio Nobel português vivo
Resumo:
Nós ainda não percebemos porquê mas deve ser porque a tradução sueca leva pontuação este livro fala de Portugal à deriva no mar copiada do Espaço 1999 os acontecimentos do livro ninguém sabe nem o próprio porque como já deu conta é impossível ler um livro sem pontos e vírgulas
Moral: Quando o Saramago escreve sem pontuação é um génio quando éramos nós tínhamos negativa a Português.

Friday, February 02, 2007

Como Ficar Estupidamente Culto em apenas (10) Minutos - Literatura Velhinha

Título: Odisseia
Autor: Homero
Resumo: O Ulisses está farto de estar em casa e saiu para comprar tabaco. Voltou vinte anos depois quando a mulher já se andava a rir para os vizinhos. Mas o Ulisses não alegou problemas psicológicos e não se baldou ao trabalho. Num livro anterior o rapaz já se tinha metido no Cavalo em Tróia (antes de ser comprada pela Sonae), agora andou pelos cabarés com as sereias, comeu Calypsos e quando voltou, a mulher deu-lhe uma sova tão grande que o livro nem conta essa parte.
Moral: Quem come Calypsos na rua volta tarde para casa.


Título: Antigo Testamento
Autor: Sabe Deus...
Resumo: Deus fez o mundo em seis dias. Criou o Adão e Eva. Estes comeram uma maçã bichada e foram expulsos. Tiveram dois filhos. O lavrador passou-se, matou o pastor e criou a primeira explosão agro-pecuária.
O povo de Israel vivia no Egipto e fugiu depois dos egípcios serem atacados por gafanhotos. Nessa viagem, Moisés trouxe os Dez Mandamentos, uma espécie de Constituição, versão resumida. Graças a YHWH, Vital Moreira não era vivo nessa altura. Os engenheiros israelitas abriram uma passagem secreta para atravessar o Mar Vermelho e instalaram-se na Palestina, antes do Arafat chegar.
David dá uma valente sova no Golias, provando que a inteligência vence a força bruta. (Ou pelo menos é a nossa esperança sempre que vemos gajas boas com culturistas de camisolas de cavas.) O filho do David, Salomão, era um grande maluco e escrevia poemas eróticos. Dizem que tinha paletes de gajas, mas o livro é omisso nos pormenores mais sórdidos, uma prova que o Marquês de Sade não é um dos autores da obra.
Moral: Sangue e sexo sempre deram best-sellers.


Título: Os Lusíadas
Autor: Luís Vaz de Camões
Resumo: Por mares nunca dantes navegados os Tugas foram até ao Cu de Judas (hoje conhecido como índia), mesmo contra a vontade de Baco, que era um bêbedo e só pensava em gajas e bacanais. Ora está-se mesmo a ver que os nossos avozinhos eram gente séria e só pensavam na evangelização, que Afonso de Albuquerque tão bem concretizou.
Na viagem de regresso passaram por uma ilha e os marinheiros lusos mostraram às musas quem é que tinha tusa. O Baco foi internado com uma depressão nervosa e quando teve alta inscreveu-se no Grupo de Trabalho Gay do Bloco de esquerda. (Esta parte não vem n'Os Lusíadas, mas lê-se nas entrelinhas.)
Moral: Na ficção, até os portugueses parecem um povo decente.


Título: Dom Quixote de la Mancha
Autor: Miguel de Cervantes y Saavedra
Resumo: Dom Quixote leu muitos livros. Como os leu efectivamente, a TVI preferiu contratar Marcelo Rebelo de Sousa e o herói desta história ficou maluquinho. (Vê como somos amiguinho? Não queremos que lhe aconteça o mesmo...) Pegou num cavalo chamado Rocinante e foi por Espanha fora fazendo figura de urso. Conheceu o Sancho Pança, ficaram amigos e seguiram caminho juntos.
O Quixote arremeteu contra uns moinhos, andou sempre atrás da Dulcineia sem lhe chegar a tocar e levou porrada umas quantas vezes. Dom Quixote e Sancho Pança inventaram as Conversas da Treta. O resto é paisagem.
Moral: Quem muito lê poucas gajas vê...


Título: Romeu e Julieta
Autor: nos livros vem Shakespeare, mas ninguém sabe quem foi
Resumo: Romeu e Julieta são dois adolescentes no 7º ano do ensino básico. As suas famílias, os Montéquios e os Capuletos odeiam-se por serem donas de hipermercados concorrentes. Conhecem-se numa rave, ele dorme em casa dela e mantêm castidade, já que o sexo oral não engravida, casam-se em segredo, ele emigra para trabalhar nas obras, ela adormece no cemitério, ele é burro e julga-a morta. Com o desgosto, mata-se dramaticamente. Ela acorda, vê o triste espectáculo e pensa "os homens fazem sempre tudo ao contrário". Perante a ameaça de envelhecer virgem, a rapariga mata-se. As famílias vão ao enterro e metem uns dias de baixa psicológica.
Moral: A educação sexual nas escolas produz aberrações românticas na mais tenra idade.


Título: Robinson Crusoe
Autor: Daniel Defoe
Resumo: O Robinson vivia na Ilha dos Famosos, um programa a estrear no televisor mais próximo. Quando a malta se foi embora esqueceu-se lá dele. o protagonista, na ilha deserta, teve de fazer pela vida. Sem micro-ondas, sem televisão, sem telemóvel, o homem viu-se e desejou-se. Mas lá fez um estaminé, comia umas merdas e deixou crescer a barba. O leitor não estranhe agora que numa ilha completamente deserta apareça uma tribo de canibais passadas umas páginas e vinte e quatro anos - na literatura e no sexo não há limites. Ele libertou um índio seminu das garras dos mauzões e chamou-lhe Sexta-Feira. Como é próprio do homem civilizado, fez do selvagem seu criado, educou-o e ennsinou-lhe uma data de inutilidades como comer à mesa e outras mariquices. Só para nós, a relação entre os dois era um bocado esquisita e nós somos gente séria e não queremos especular nem julgar sobre as preferências sexuais do Robinson Crusoe.
Por isso, basta que saiba que o senhor voltou para Inglaterra e viveu à custa do dinheiro que tinha num off-shore português. A ilha foi transformada numa estância turística de sucesso por um inevitável investidor espanhol e gerida de forma competente por Sexta-Feira.
Moral: Se ficar sozinho em casa, espera pela sexta-feira.

1000 visitas!!!!

Olá a todos!!!

Aproveito o facto de ter chegado às 1000 visitas (pelas quais vos agradeço do fundo do coração, a imensa paciência que tiveram para aturar os meus desatinos :p) para vos apresentar, ao vivo e a cores, a nova rubrica do blog intitulada de "Como Ficar Estupidamente Culto em apenas 10 Minutos". Confesso que os textos não são da minha autoria, foram vilipendiados do best-seller com o mesmo nome. Mas como a maior parte das pessoas não tem tempo para ler um livro, ouvir boa música , ir ao cinema, ...enfim, cultivar-se, vou tentar presentear-vos todos os dias, com resumos das obras mais importantes da História à Literatura. Espero que apreciem e se divirtam tanto ou mais que eu!